Doe-se até a última gota de sua carne que está expremida por mãos brutas, que te dominam e te fazem suspirar para não ter que passar pela vergonha que é gritar de dor.
Domine-se até não poder mais controlar o nível de poder sobre sua própria vida e perceber que o interessante mesmo é se deixar levar pelos frágeis acasos do mais poderoso vento de fim de tarde... o destino. (Ok, é você quem o constrói, não foi isso que disseram para você?)
Construa-se com mãos e pés atados pelos que te vomitaram e acreditam que em você está a resposta que procura fora, quando se deveria procurar dentro.
Mantenha-se preso no poço da liberdade suposta pela predisposição a pensar que quanto mais acesso e informação se tem, mais livre para pensar se é. Você está sendo manipulado a pensar que é. Mas realmente, você é.
Acredite em si mesmo porque foi o que mandaram você fazer. Você acreditou em quem te disse isso.
Respire todo o ar que puder até não aguentar mais e seus pulmões gritarem e você não vai poder escutá-los porque estará ouvindo vozes alheias estipulando a quantidade de ar que você deve levar para as suas próprias entranhas.
Chore porque precisa mostrar que sente, não precisa mostrar o que você sente, mas precisa mostrar que sente. Disseram com voz muito clara e firme que você deve demonstrar o que você realmente é. Mas por acaso te disseram o que você realmente é?
Sim, você sente. Você esconde? Você precisa mostrar ou precisa manter oculto de acordo com o que as circunstâncias exigem. Não deixe que nada exija de você.
Aproveite-se ao máximo.
Esgote-se até secar a fonte de onde brota tudo que você precisa, e que já vem no seu corpo, na sua alma.
Duvide de quem pode ser seu mais íntimo amigo e ao mesmo tempo seu maior rival. Adivinha quem é?
sábado, 30 de maio de 2009
Do que você tem medo?
Sim, você tem medo.
A minha pergunta "do que você tem medo?" afirma que você tem medo.
Ter medo é se proteger.
Se não houvesse medo, temor, receio, ou algo do tipo, nos arriscaríamos a situações onde a chance de algo muito errado acontecer é enorme.
Ter medo é instintivo.
Ter medo é antes de tudo natural. Natural no sentido mais original da palavra.
Mas, do que é realmente necessário termos medo?
Quais são as reais ameaças que nos cercam?
Seria aconselhável se manter em perigo para encontrar essas respostas? Seria cauteloso agir contrariando os modos seguros de conhecer ou a necessidade de encontrar sentido nas razões indiscutíveis?
É bem mais fácil não se importar com tais questões, nem pensar da existência delas (talvez elas realmente não existam). O medo faz com que elas se apaguem completamente do leque de possibillidades de ser. Ser o que se é. Mas o que se é? O verdadeiro, onde está? Como trazer para fora algo que nem ao menos se confirma dentro de você? E o MEDO?
É preferível permanecer no mesmo lado, o de fora, pelo simples motivo de não fazer ideia do que pode acontecer no lado de dentro. Mas esse lado se manifesta claramente sem ao menos notá-lo que está lá. Manifesta-se em cada ação praticada pelo lado ciente, pelo lado das certezas, das razões inquestionáveis. Como autorizar a alma rival a se mostrar como é? Aí está o medo. Temos medo de nós mesmos... temos medo do que somos e não conhecemos. Não é palpável, nem é encaminhado por vontade própria.
Muitos conseguiram "vencer" - ou não - "superando" seus medos. Entre aspas, pois, muitas vezes, deixaram-se vencer por tais fantasmas, pois, quando não pode com seu inimigo, deve-se unir a ele (totalmente clichê... mas é o feito, pacientíssimo leitor). Encontrar no medo a solução, usar o problema como resposta, virar a mesa parece complicado... mas é a maneira mais clara de se livrar das queixas contra si mesmo e contra o resto do mundo.
A minha pergunta "do que você tem medo?" afirma que você tem medo.
Ter medo é se proteger.
Se não houvesse medo, temor, receio, ou algo do tipo, nos arriscaríamos a situações onde a chance de algo muito errado acontecer é enorme.
Ter medo é instintivo.
Ter medo é antes de tudo natural. Natural no sentido mais original da palavra.
Mas, do que é realmente necessário termos medo?
Quais são as reais ameaças que nos cercam?
Seria aconselhável se manter em perigo para encontrar essas respostas? Seria cauteloso agir contrariando os modos seguros de conhecer ou a necessidade de encontrar sentido nas razões indiscutíveis?
É bem mais fácil não se importar com tais questões, nem pensar da existência delas (talvez elas realmente não existam). O medo faz com que elas se apaguem completamente do leque de possibillidades de ser. Ser o que se é. Mas o que se é? O verdadeiro, onde está? Como trazer para fora algo que nem ao menos se confirma dentro de você? E o MEDO?
É preferível permanecer no mesmo lado, o de fora, pelo simples motivo de não fazer ideia do que pode acontecer no lado de dentro. Mas esse lado se manifesta claramente sem ao menos notá-lo que está lá. Manifesta-se em cada ação praticada pelo lado ciente, pelo lado das certezas, das razões inquestionáveis. Como autorizar a alma rival a se mostrar como é? Aí está o medo. Temos medo de nós mesmos... temos medo do que somos e não conhecemos. Não é palpável, nem é encaminhado por vontade própria.
Muitos conseguiram "vencer" - ou não - "superando" seus medos. Entre aspas, pois, muitas vezes, deixaram-se vencer por tais fantasmas, pois, quando não pode com seu inimigo, deve-se unir a ele (totalmente clichê... mas é o feito, pacientíssimo leitor). Encontrar no medo a solução, usar o problema como resposta, virar a mesa parece complicado... mas é a maneira mais clara de se livrar das queixas contra si mesmo e contra o resto do mundo.
sábado, 23 de maio de 2009
Passasse o tempo, passasse a vida... mas não passasse sem viver.
Querer envelhecer parece tão infantil.
Querer pular a fase mais simples e lúdica da vida é uma atitude adulta?
Tentar se mostrar maduro, desenvolvido, evoluído é uma mostra do quanto se é jovem.
Jovem no sentido de inexperiente, sem acúmulo de lições dadas pelas circunstâncias que o tempo impiedosamente nos obriga a passar.
Agir de acordo com a idade e as "obrigações" que ela dá.
Uma criança deve conhecer. Conhecer a si mesmo. Para não perder tempo com tal desafio na vida adulta. E, claro, levar o mínimo de questões a resolver para a adolescência.
Responsabilidades ? Sim, com certeza. Mas sem se preocupar em corresponder às expectativas.
Ter contato, convencer, ser convencido. Disputar é ganhar e perder. Saber lidar com a derrota e com a vitória. Amar-se e amar alguéns. ALGUÉNS.
Ter 14, 15, 16 anos, que seja. Ser e não ser num só ser. Estar e não estar. Ficar. Nada específico. Liberdade possível, e não aquela idealizada, que nem ao menos já existiu. -Liberdade é um assunto que daria uma bela e longa postagem-.
16, 17, 18 anos. Rir, brincar, piadinhas do Chaves. Infantil? Ou feliz? Ser feliz ao extremo pode ser visto por olhos pobres com inveja. Recriminar a felicidade de alguém é não poder alcançá-la devido ao quão inferior é o estado de espírito. Ser infeliz por notar que existem pessoas realmente felizes. Que existem meios simples de ser feliz, ao invés de estar feliz em algum determinado momento. Volta-se para a criança... como ela é contente, como ela ri, como ela não vergonha de rir, como ela brinca, como ela não liga pro que vão pensar. Ter medo de escuro, ter medo de que a menininha que se ama não goste do desenho que ele fez na aula e pintou com giz de cera.
Não se prenda. COMPREENDA. Não inveje. BUSQUE.
É feio parecer uma criança boba? É feliz desse jeito? É realmente assim ou tenta ser? Ser tentando ser algo pré-estabelecido é ser escravo da própria vontade. Basta ser o que se é.
Nietzsche disse que os que dançavam foram chamados de loucos por aqueles que não podiam ouvir a música, e, além do mais: torna-te quem tu és.
Por hoje é só.
Querer envelhecer parece tão infantil.
Querer pular a fase mais simples e lúdica da vida é uma atitude adulta?
Tentar se mostrar maduro, desenvolvido, evoluído é uma mostra do quanto se é jovem.
Jovem no sentido de inexperiente, sem acúmulo de lições dadas pelas circunstâncias que o tempo impiedosamente nos obriga a passar.
Agir de acordo com a idade e as "obrigações" que ela dá.
Uma criança deve conhecer. Conhecer a si mesmo. Para não perder tempo com tal desafio na vida adulta. E, claro, levar o mínimo de questões a resolver para a adolescência.
Responsabilidades ? Sim, com certeza. Mas sem se preocupar em corresponder às expectativas.
Ter contato, convencer, ser convencido. Disputar é ganhar e perder. Saber lidar com a derrota e com a vitória. Amar-se e amar alguéns. ALGUÉNS.
Ter 14, 15, 16 anos, que seja. Ser e não ser num só ser. Estar e não estar. Ficar. Nada específico. Liberdade possível, e não aquela idealizada, que nem ao menos já existiu. -Liberdade é um assunto que daria uma bela e longa postagem-.
16, 17, 18 anos. Rir, brincar, piadinhas do Chaves. Infantil? Ou feliz? Ser feliz ao extremo pode ser visto por olhos pobres com inveja. Recriminar a felicidade de alguém é não poder alcançá-la devido ao quão inferior é o estado de espírito. Ser infeliz por notar que existem pessoas realmente felizes. Que existem meios simples de ser feliz, ao invés de estar feliz em algum determinado momento. Volta-se para a criança... como ela é contente, como ela ri, como ela não vergonha de rir, como ela brinca, como ela não liga pro que vão pensar. Ter medo de escuro, ter medo de que a menininha que se ama não goste do desenho que ele fez na aula e pintou com giz de cera.
Não se prenda. COMPREENDA. Não inveje. BUSQUE.
É feio parecer uma criança boba? É feliz desse jeito? É realmente assim ou tenta ser? Ser tentando ser algo pré-estabelecido é ser escravo da própria vontade. Basta ser o que se é.
Nietzsche disse que os que dançavam foram chamados de loucos por aqueles que não podiam ouvir a música, e, além do mais: torna-te quem tu és.
Por hoje é só.
sábado, 16 de maio de 2009
Mudaram as estações ...
Que tal tentar descrever o indescritível? Uma dor que ninguém quer, um chorar sem soluçar, um rir sem achar graça, um crer e duvidar... Você pensa que está tudo em ordem, e de repende um vento forte bate e derruba tudo que o tempo teve um grande trabalho pra constriur.
Você está se sentindo pleno, completo, no caminho certo... CAMINHO PARA ONDE ? Como nos desenhos, como nos livros, como na ficção... após passar por um longo caminho estreito, escuro, úmido e fétido, com a esperança de sair do túnel, você se depara com três ramos do caminho que estava percorrendo heroicamente. Por qual deles você deve passar? Todos oferecem boas oportunidades. Você tem que escolher o caminho mais seguro, mas abandoaria o caminho mais divertido. Por que deixar de passar por um deles te deixaria tão infeliz, não se sabe se realmente deixaria. Acreditar, confiar, assegurar ou arriscar, rolar os dados ??? Cortar uma cabeça ??? Cortar a sua própria cabeça ???
Mentir é fácil demais. Porque será então que o dito "certo" é tão difícil? No final, tanto faz. Não tem regras. Você escolhe o que quiser. Voltar pro esgoto frio, pra estação anterior ? Deixar algo tão valoroso pra trás? Despencar esperando ter um colchão fofinho e acolhedor... e se o colchão desistir de te salvar e você sentir seu corpo quebrar em mil pedaços? Pode ser doloroso... Daria tempo de parar do meio da queda, se prender em algo e fazer o impossível para se salvar? Ou é melhor se lançar de uma vez e acreditar que um dia o colchão apareça, ou que você vai sobreviver à queda sem proteção?
Tanto faz...
Você está se sentindo pleno, completo, no caminho certo... CAMINHO PARA ONDE ? Como nos desenhos, como nos livros, como na ficção... após passar por um longo caminho estreito, escuro, úmido e fétido, com a esperança de sair do túnel, você se depara com três ramos do caminho que estava percorrendo heroicamente. Por qual deles você deve passar? Todos oferecem boas oportunidades. Você tem que escolher o caminho mais seguro, mas abandoaria o caminho mais divertido. Por que deixar de passar por um deles te deixaria tão infeliz, não se sabe se realmente deixaria. Acreditar, confiar, assegurar ou arriscar, rolar os dados ??? Cortar uma cabeça ??? Cortar a sua própria cabeça ???
Mentir é fácil demais. Porque será então que o dito "certo" é tão difícil? No final, tanto faz. Não tem regras. Você escolhe o que quiser. Voltar pro esgoto frio, pra estação anterior ? Deixar algo tão valoroso pra trás? Despencar esperando ter um colchão fofinho e acolhedor... e se o colchão desistir de te salvar e você sentir seu corpo quebrar em mil pedaços? Pode ser doloroso... Daria tempo de parar do meio da queda, se prender em algo e fazer o impossível para se salvar? Ou é melhor se lançar de uma vez e acreditar que um dia o colchão apareça, ou que você vai sobreviver à queda sem proteção?
Tanto faz...
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