Como é que pode alguém provocar tanta ansiedade assim?
Tem certas coisas que eu não sei escrever, pelo menos não com a facilidade com que relato outros sentimentos em textos comuns e longos.
Talvez quanto mais intenso seja o que há dentro do coração, mais difícil seja colocar isso para fora.
Errei! Colocar para fora não... pois soa como "expelir", e eu definitivamente não pretendo arrancar isso de mim (e com toda certeza não conseguiria).
Hoje não estou preocupada em escrever coisas ditas inteligentes ou que provoquem reflexão trabalhosa no leitor. Hoje o que eu quero é saciar a minha vontade de ao menos tentar descrever-me nessas simples palavras que vão aparecendo lentamente na tela do meu computador.
Tuas palavras e teus sons ficam gravados na minha alma e esta faz questão de repeti-los o dia inteiro.
Assim, você ecoa dentro de mim, parecendo me chamar e eu sinto que sigo a melodia e vou ao seu encontro.
Acho que o que pretendia ser simples está ficando poético demais, não?! rs
Vou simplificar.
Isso só pode ser uma coisa: amor.
Encontrando-me em você e nas surpreensações tão frequentes que acontecem.
POR ACASO ?????
quinta-feira, 30 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Metamorfoseando
Minha mente está dominada pelo que havia deixado de acreditar?
Ai que medo de perder minhas conservadas concepções!
Ai que bom mudar... creio que cada vez que mudo, descubro e mostro mais um pouco de mim, de mim de verdade. (ou não)
Ai que medo de perder minhas conservadas concepções!
Ai que bom mudar... creio que cada vez que mudo, descubro e mostro mais um pouco de mim, de mim de verdade. (ou não)
domingo, 26 de julho de 2009
Canção ao Haiti

Quem são estes que vestem o manto verde e amarelo e sorriem com a nossa vinda?
Quem são estes que abraçam nossos soldados e enxergam na nossa bandeira as cores da esperança?
Quem são estes que não fogem mais dos tiros, mas continuam correndo... atrás da bola?
Quem são estes que precisam de comida e dançam a nossa luta de paz?
Quem são estes que não deixam passar o tempo se não for com lembranças incômodas dos pesadelos que ainda não acabaram de acordar?
Quem são estes que sobrevivem com forças inexplicáveis e pretendem unir-se em nome da (re)construção?
Quem são estes que após muito sangue derramado pelo ódio e pela guerra agora se sujam na terra de um campo de futebol?
Quem são estes que idolatram nossos heróis por lhe faltarem os próprios?
Estes são nossos irmãos,
Estes são nossos amigos,
Estes são filhos do mesmo Céu,
Estes são crias da mesma Terra,
Estes somos nós, humanos, homens.
Estes são semelhantes do rico europeu e do americano,
Estes são espelho da África pobre,
Estes são do outro lado do Oceano vil,
Estes são seguros pela nossa pátria amada, Brasil.
sábado, 25 de julho de 2009
Traduzir em palavras pode não ser possível...
Hoje eu realmente estou vindo aqui escrever por pura necessidade, e é uma necessidade prazerosa!
Imagine um sonâmbulo descendo escadas de olhos fechados e mesmo - aparentemente - sem nada o guiando não esbarra emcoisa alguma e chega a todos os lugares que gostaria de estar quando estava acordado, mas que por algum motivo pífio não chegara.
Ele pisa passos leves - quase flutua - e tem no rosto - ainda de olhos fechados - um sorriso suave, bobo e satisfeito.
Faz curvas e passeia livremente, cantarola, ri sozinho...
Bom, quero somente que não o acordem nunca, nunca, nunca !
A plenitude que há em simplismente agir conforme as vontades do coração não se compara a nada já conhecido pela limitada razão humana.
Feliz, muito feliz por ser guiada, levada e levar com tanta liberdade.
Quero sentir isso para sempre, quero viver isso para sempre.
E se não for possível de verdade, não tem problema, eu invento uma mentira que possibilite viver a minha realidade... por mais fantasiosa que pareça, ela existe, e como existe ! Eu estou sentindo.
Desculpem-me se está claro que há alguma coisa muito maior do que estas palavras entrelaçadas nestas linhas, é que não cabe aqui... não cabe em lugar nenhum.
Imagine um sonâmbulo descendo escadas de olhos fechados e mesmo - aparentemente - sem nada o guiando não esbarra emcoisa alguma e chega a todos os lugares que gostaria de estar quando estava acordado, mas que por algum motivo pífio não chegara.
Ele pisa passos leves - quase flutua - e tem no rosto - ainda de olhos fechados - um sorriso suave, bobo e satisfeito.
Faz curvas e passeia livremente, cantarola, ri sozinho...
Bom, quero somente que não o acordem nunca, nunca, nunca !
A plenitude que há em simplismente agir conforme as vontades do coração não se compara a nada já conhecido pela limitada razão humana.
Feliz, muito feliz por ser guiada, levada e levar com tanta liberdade.
Quero sentir isso para sempre, quero viver isso para sempre.
E se não for possível de verdade, não tem problema, eu invento uma mentira que possibilite viver a minha realidade... por mais fantasiosa que pareça, ela existe, e como existe ! Eu estou sentindo.
Desculpem-me se está claro que há alguma coisa muito maior do que estas palavras entrelaçadas nestas linhas, é que não cabe aqui... não cabe em lugar nenhum.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Um pouco de Clarice Lispector
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento..."
Chega de talvez
Quanto mais duvidar menos terá forças.
Enquanto agir com a possibilidade de enganos em mente, será enganado ao observar algum sucesso.
Manter a frieza de quem prevê as próprias conquistas é anular as vaias vindas da própria alma.
Eu perecebo que isso parece realmente contraditório em relação à postagem anterior, mas esclareço que o fim do egoísmo não é o fim da auto-estima, e sim a morte da prepotência no sentido pejorativo.
Sim, afirmo que existe bom significado para prepotência!
É do que eu tratava no primeiro parágrafo, é a confiança no poder que há em cada um de nós e que a primeira pessoa a acreditar em mim, sou eu.
Talto faz, talvez, não importa... QUE DERROTA !
Volto a dizer, como fiz em postagens mais antigas, isso é estratégia dos covardes, que preferem abrir mão do comando e das decisões sobre qualquer coisa a correr o risco de errar. - Principalmente quando se refere a si mesmo -.
São estas frases comuns dos "espertos", "modestos", "humildes"... Faça-me um favor !
Ai que saudades dos meus posts revoltados com atitudes comuns de pessoas comuns, como eu, você e qualquer outro imbecil do mundo. Abandonemos as atitudes e opiniões "em cima do muro".
Esse é o meu recado. Só para sair um pouco desse clima melancólico sentimental que ando me metendo nos últimos tempos, não que eu não goste - eles me enriquecem -.
Enquanto agir com a possibilidade de enganos em mente, será enganado ao observar algum sucesso.
Manter a frieza de quem prevê as próprias conquistas é anular as vaias vindas da própria alma.
Eu perecebo que isso parece realmente contraditório em relação à postagem anterior, mas esclareço que o fim do egoísmo não é o fim da auto-estima, e sim a morte da prepotência no sentido pejorativo.
Sim, afirmo que existe bom significado para prepotência!
É do que eu tratava no primeiro parágrafo, é a confiança no poder que há em cada um de nós e que a primeira pessoa a acreditar em mim, sou eu.
Talto faz, talvez, não importa... QUE DERROTA !
Volto a dizer, como fiz em postagens mais antigas, isso é estratégia dos covardes, que preferem abrir mão do comando e das decisões sobre qualquer coisa a correr o risco de errar. - Principalmente quando se refere a si mesmo -.
São estas frases comuns dos "espertos", "modestos", "humildes"... Faça-me um favor !
Ai que saudades dos meus posts revoltados com atitudes comuns de pessoas comuns, como eu, você e qualquer outro imbecil do mundo. Abandonemos as atitudes e opiniões "em cima do muro".
Esse é o meu recado. Só para sair um pouco desse clima melancólico sentimental que ando me metendo nos últimos tempos, não que eu não goste - eles me enriquecem -.
terça-feira, 21 de julho de 2009
O tombo do ego
domingo, 19 de julho de 2009
Expectativas
Tenho necessidade de me proteger. Proteger-me de mim e de você. Proteger-me de nós.
Da onda avassaladora de novas sensações que não me prometeste, mas que estou a te cobrar.
Cobro porque sei que talvez não a traga por vontade própria até mim,
e não me submeta aos seus perigos.
Quero estar sujeita a tais perigos e sentir os arrepios do receio e do toque, ou do simples olhar...
Quero ter meu coração descompassado e as mãos suadas, frias... ávidas por te acariciar.
Mesmo que digam que é arriscado, mesmo que eu saiba que é arriscado, não vou me conter...
É um sentimento mais forte que eu e nem está lutando contra mim! Para que iria combatê-lo?!
Aliados, somos aliados e nesta aliança o comprometimento é comigo mesma antes de ser com você.
Quando não se pode suportar o sufocamento voluntário deve-se desistir do suicídio!
Mas... mas... e o orgulho??? Não supera.
Nada supera.
Tem alguma coisa diferente no ar, que me cerca... e entontece... manipula os sentidos com força e persuasão, mas eu estou completamente disposta a sofrer o que for necessário. Só não quero desperdiçar essa sensação tão prazerosa pelos seus mistérios.
Não quero usar palavras hostis para não sujar meus dedos com impurezas que abandonaram meu coração e o deixaram leve... Leve para voar até o seu e compartilhar o sublime amor mútuo.
Não foi suficiente, mas as palavras ainda podem sintetizar a essência do confuso misto de irracionalidades humanas... Mas jamais explicá-lo.
Da onda avassaladora de novas sensações que não me prometeste, mas que estou a te cobrar.
Cobro porque sei que talvez não a traga por vontade própria até mim,
e não me submeta aos seus perigos.
Quero estar sujeita a tais perigos e sentir os arrepios do receio e do toque, ou do simples olhar...
Quero ter meu coração descompassado e as mãos suadas, frias... ávidas por te acariciar.
Mesmo que digam que é arriscado, mesmo que eu saiba que é arriscado, não vou me conter...
É um sentimento mais forte que eu e nem está lutando contra mim! Para que iria combatê-lo?!
Aliados, somos aliados e nesta aliança o comprometimento é comigo mesma antes de ser com você.
Quando não se pode suportar o sufocamento voluntário deve-se desistir do suicídio!
Mas... mas... e o orgulho??? Não supera.
Nada supera.
Tem alguma coisa diferente no ar, que me cerca... e entontece... manipula os sentidos com força e persuasão, mas eu estou completamente disposta a sofrer o que for necessário. Só não quero desperdiçar essa sensação tão prazerosa pelos seus mistérios.
Não quero usar palavras hostis para não sujar meus dedos com impurezas que abandonaram meu coração e o deixaram leve... Leve para voar até o seu e compartilhar o sublime amor mútuo.
Não foi suficiente, mas as palavras ainda podem sintetizar a essência do confuso misto de irracionalidades humanas... Mas jamais explicá-lo.
sábado, 18 de julho de 2009
Desmascarada
Apostaram as fichas na derrota... grande desperdício.
Apesar de ter passado mais rápido do que parecia, o tempo não volta mais...
Lastimar-se? Jamais.
Aprender é O verbo.
Estratégia de vida é aproveitar todas as oportunidades para tomar algum tipo de conhecimento, por mais desimportante que este possa parecer. Talvez um dia se torne necessário.
Pode não ser muito apropriado sorrir quando esperam que de seus olhos derramem litros de lágrimas. Mesmo que falsas, elas precisam escorrer! E se não escorre... disconfia-se (tom suspeito no ar). "Há algo errado..." pensam os alheios - e acreditam que não são nem errados nem alheios.
Não há motivo para esperar.
Já se esperou demais e em vão!
Ah, que alívio há em se encontrar totalmente disposta...
Em olhar pra frente sem vontade alguma de espiar o que está atrás - por pensar que nada existe antecedendo seus passos - e concentrar suas forças em seguir a verdade que há dentro de si.
Belíssima verdade... Tão bela que não aguentou passar mais tempo escondida no escuro da omissão.
Eis o sentimento cru e nu.
Apesar de ter passado mais rápido do que parecia, o tempo não volta mais...
Lastimar-se? Jamais.
Aprender é O verbo.
Estratégia de vida é aproveitar todas as oportunidades para tomar algum tipo de conhecimento, por mais desimportante que este possa parecer. Talvez um dia se torne necessário.
Pode não ser muito apropriado sorrir quando esperam que de seus olhos derramem litros de lágrimas. Mesmo que falsas, elas precisam escorrer! E se não escorre... disconfia-se (tom suspeito no ar). "Há algo errado..." pensam os alheios - e acreditam que não são nem errados nem alheios.
Não há motivo para esperar.
Já se esperou demais e em vão!
Ah, que alívio há em se encontrar totalmente disposta...
Em olhar pra frente sem vontade alguma de espiar o que está atrás - por pensar que nada existe antecedendo seus passos - e concentrar suas forças em seguir a verdade que há dentro de si.
Belíssima verdade... Tão bela que não aguentou passar mais tempo escondida no escuro da omissão.
Eis o sentimento cru e nu.
domingo, 12 de julho de 2009
Reflexos desconexos
E a péssima mania de avaliar os outros e tentar desvendar seus atos e pensamentos a partir dos nossos.
Esperar que alguém tome a atitude que você tomaria se estivesse em seu lugar não é usar a si mesmo como referencial e sentir-se no direito de julgar decisões alheias como certas ou erradas?
Mas o que nos leva a ter convicções tão radicais e dizer: "Eu jamais faria isso!"...
Sair por aí e se imaginar em condições adversas não é o suficiente para afirmar o que faria se estivesse nas condições que a pessoa julgada de forma inadequada está.
A gente observa o comportamento das pessoas e cria na mente uma lista de coisas "impraticáveis", memoriza tudo que os pobres fulaninhos fizeram e que você pretende jamais fazer. Considera repugnantes as ações que as pessoas praticam muitas vezes sem perceber. E quando é levado pela desatenção dos raros momentos de emplogação faz tudo aquilo que recriminou nas outras pessoas, e diverte-se. Quanta hipocrisia, hein.
Olha torto para a alegria dos outros... Pobre coitado. Deseja que todos sejam iguais a eles, ou seja, "normais". Que triste ser "normal"... Não sabe o desperdício que é gastar a vida vigiando a dos outros e preocupado em agradar a opinião de gente ainda mais "certinha". Une-se aos donos da razão, aos fiscais de comportamento, para zombar dos felizes, dos ditos esquisitos. Não há como se conformar com esse maldito e incoerente "grau de normalidade".
Nojento é viver como "o popular" rindo das diferenças que as pessoas tem umas das outras e desprezando as estranhesas da vida. É lindo assumir seus impulsos e ser quem é, por mais forçado e intencionado seja esse ser... Isso é escolha de cada um, que tal respeitar as escolhas?
Esperar que alguém tome a atitude que você tomaria se estivesse em seu lugar não é usar a si mesmo como referencial e sentir-se no direito de julgar decisões alheias como certas ou erradas?
Mas o que nos leva a ter convicções tão radicais e dizer: "Eu jamais faria isso!"...
Sair por aí e se imaginar em condições adversas não é o suficiente para afirmar o que faria se estivesse nas condições que a pessoa julgada de forma inadequada está.
A gente observa o comportamento das pessoas e cria na mente uma lista de coisas "impraticáveis", memoriza tudo que os pobres fulaninhos fizeram e que você pretende jamais fazer. Considera repugnantes as ações que as pessoas praticam muitas vezes sem perceber. E quando é levado pela desatenção dos raros momentos de emplogação faz tudo aquilo que recriminou nas outras pessoas, e diverte-se. Quanta hipocrisia, hein.
Olha torto para a alegria dos outros... Pobre coitado. Deseja que todos sejam iguais a eles, ou seja, "normais". Que triste ser "normal"... Não sabe o desperdício que é gastar a vida vigiando a dos outros e preocupado em agradar a opinião de gente ainda mais "certinha". Une-se aos donos da razão, aos fiscais de comportamento, para zombar dos felizes, dos ditos esquisitos. Não há como se conformar com esse maldito e incoerente "grau de normalidade".
Nojento é viver como "o popular" rindo das diferenças que as pessoas tem umas das outras e desprezando as estranhesas da vida. É lindo assumir seus impulsos e ser quem é, por mais forçado e intencionado seja esse ser... Isso é escolha de cada um, que tal respeitar as escolhas?
sexta-feira, 10 de julho de 2009
De: mim , Para: eu
O que se deve fazer ao sentir um vazio perturbador na alma?
Quando o coração fica apertado, a garganta seca e os olhos opacos?
Você sente as pontas dos dedos frias...
Aquela disposição para realizar as tarefas do dia sumiu.
Uma fadiga poderosíssima toma conta de todo corpo...
A cabeça dói, entontecida não pode mais guiar com segurança seus passos.
Você se senta e, atormentado encolhe-se e pensa em nada.
Podem passar todas as cenas impressionates da vida na frente dos seus olhos que eles não notarão imagem alguma.
Sem preocupação nenhuma não se sente um derrotado como seria de se esperar, mas sim um iniciante.
Um iniciante que precisa construir seu caminho e moldar a vida com as próprias mãos.
Esse caminho pode ser tortuoso se não o fizer com atenção, mas também pode ser tranquilo se o fizer com cuidado e atenção.
De repente, percebendo que mesmo programando os passos a dar no caminho você pode tropeçar no seu próprio cadarço, você pensa em desistir e deixar que alguém construa seu caminho e programe seus passos no seu lugar.
Agora sim você já pode se sentir o derrotado, pois está deixando nas mãos do acaso decisões que cabem a você e a mais ninguém.
É muito fácil esconder as mãos no bolso e nem se locomover pelo medo de que algum incidente possa acontecer. É muito cômodo sentar-se e observar a vida passar e aproveitar a passagem dos outros para pegar uma carona e passar pelo caminho da vida sendo levado por alguém...
Não, não permita que a dor, o cansaço, o sono e as decepções te enfraqueçam... Use as pedras que encontrar pelo caminho para construir sua fortaleza, mas não se esconda dentro dela, somente se encontre lá. Use o seu próprio cadarço que te fez cair para amarrar com você tudo que pelo caminho achar importante, mas nunca amarre pessoas.
Ter e ser se anulam assim. Você nunca foi, não é nem nunca será nada. Você esteve, ESTÁ e estará muitas coisas e de milhões de formas.
Ninguém tem nada... Não se prenda ao que "tem" ou deixa de ter... Pode estar confuso, mas não é. Pode parecer com frio, mas não tem frieza.
Por isso tem um vazio, e ele nunca será preenchido eternamente... Mas você pode criar momentos que o completem pelo menos por algum instante.
Não deixe acontecer. Não tente prever. Não se baseie no que passou. O início - sendo novo ou velho - não tem precedentes.
Quando o coração fica apertado, a garganta seca e os olhos opacos?
Você sente as pontas dos dedos frias...
Aquela disposição para realizar as tarefas do dia sumiu.
Uma fadiga poderosíssima toma conta de todo corpo...
A cabeça dói, entontecida não pode mais guiar com segurança seus passos.
Você se senta e, atormentado encolhe-se e pensa em nada.
Podem passar todas as cenas impressionates da vida na frente dos seus olhos que eles não notarão imagem alguma.
Sem preocupação nenhuma não se sente um derrotado como seria de se esperar, mas sim um iniciante.
Um iniciante que precisa construir seu caminho e moldar a vida com as próprias mãos.
Esse caminho pode ser tortuoso se não o fizer com atenção, mas também pode ser tranquilo se o fizer com cuidado e atenção.
De repente, percebendo que mesmo programando os passos a dar no caminho você pode tropeçar no seu próprio cadarço, você pensa em desistir e deixar que alguém construa seu caminho e programe seus passos no seu lugar.
Agora sim você já pode se sentir o derrotado, pois está deixando nas mãos do acaso decisões que cabem a você e a mais ninguém.
É muito fácil esconder as mãos no bolso e nem se locomover pelo medo de que algum incidente possa acontecer. É muito cômodo sentar-se e observar a vida passar e aproveitar a passagem dos outros para pegar uma carona e passar pelo caminho da vida sendo levado por alguém...
Não, não permita que a dor, o cansaço, o sono e as decepções te enfraqueçam... Use as pedras que encontrar pelo caminho para construir sua fortaleza, mas não se esconda dentro dela, somente se encontre lá. Use o seu próprio cadarço que te fez cair para amarrar com você tudo que pelo caminho achar importante, mas nunca amarre pessoas.
Ter e ser se anulam assim. Você nunca foi, não é nem nunca será nada. Você esteve, ESTÁ e estará muitas coisas e de milhões de formas.
Ninguém tem nada... Não se prenda ao que "tem" ou deixa de ter... Pode estar confuso, mas não é. Pode parecer com frio, mas não tem frieza.
Por isso tem um vazio, e ele nunca será preenchido eternamente... Mas você pode criar momentos que o completem pelo menos por algum instante.
Não deixe acontecer. Não tente prever. Não se baseie no que passou. O início - sendo novo ou velho - não tem precedentes.
domingo, 5 de julho de 2009
Ser único
Querer ser totalmente exclusivo, apavorar-se ao imaginar que pode haver alguém semelhante a si.
Criar para si características que o façam parecer diferente das outras pessoas que conheçe.
Buscar uma identidade individual para ser reconhecido, lembrado e marcante.
Comportar-se, muitas vezes, de maneira que não aprecia em outras pessoas, mas continua agindo assim para causar maior impacto e chocar.
Percebe-se o fracasso dessa missão quando nota que esse desejo que o guia está em quase todo alguém.
O que resta é lamentar...
Lamentar-se pelo tempo perdido na tentativa de ser um "eu" que não existe. Porque o "eu" existente não pode ser montado, não dá para confeccionar uma personalidade para si próprio.
Acaba de distanciar-se ainda mais do seu verdadeiro "eu", ao procurar um molde para seguir.
Sei que o caminho certo de ser único é a naturalidade. Apesar da natureza o aproximar tanto das outras pessoas, já que, têm infinitas características naturais em comum.
A necessidade de se sentir único já é um fator que nos iguala.
Adolescentes vivem esse dilema por ainda não estarem formados, ou melhor, conformados com eles próprios. Ficam tentando ser destaque único de uma forma pouco inteligente, pois se unem em grupos dos "diferentes"... Eles podem ser diferentes da maioria, mas com certeza são muito semelhantes entre si.
Como agir? Da forma que for mais cômoda? Da forma que troxer mais felicidade?
De uma vez por todas... essas são umas das perguntas mais estranhas que eu já me fiz.
Criar para si características que o façam parecer diferente das outras pessoas que conheçe.
Buscar uma identidade individual para ser reconhecido, lembrado e marcante.
Comportar-se, muitas vezes, de maneira que não aprecia em outras pessoas, mas continua agindo assim para causar maior impacto e chocar.
Percebe-se o fracasso dessa missão quando nota que esse desejo que o guia está em quase todo alguém.
O que resta é lamentar...
Lamentar-se pelo tempo perdido na tentativa de ser um "eu" que não existe. Porque o "eu" existente não pode ser montado, não dá para confeccionar uma personalidade para si próprio.
Acaba de distanciar-se ainda mais do seu verdadeiro "eu", ao procurar um molde para seguir.
Sei que o caminho certo de ser único é a naturalidade. Apesar da natureza o aproximar tanto das outras pessoas, já que, têm infinitas características naturais em comum.
A necessidade de se sentir único já é um fator que nos iguala.
Adolescentes vivem esse dilema por ainda não estarem formados, ou melhor, conformados com eles próprios. Ficam tentando ser destaque único de uma forma pouco inteligente, pois se unem em grupos dos "diferentes"... Eles podem ser diferentes da maioria, mas com certeza são muito semelhantes entre si.
Como agir? Da forma que for mais cômoda? Da forma que troxer mais felicidade?
De uma vez por todas... essas são umas das perguntas mais estranhas que eu já me fiz.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Onde, quando, quem, como ?
Quem é que pode prever as perguntas?
Quem é que pode dar as respostas?
Não é uma questão de versos, estrofes, frases, parágrafos, linhas...
É menos pretencioso. É só um simples desejar ser. Mas ser o que?
Somente ser, ser qualquer coisa. Ser, como verbo intransitivo.
Não tem interesses que corrompam a plenitude do momento desejoso que, por enquanto, não é nada.
Jogar fora aquilo que não te faz bem. Lançar ao vento coisas que nem mesmo ele merecia carregar, e que vão ter de parar em algum lugar, em algum instante. Largar as malas pesadas que se carrega há tempos, pois já não se sabe mais para que serve tanto peso - além de atrasar a caminhada.
Ninguém tem culpa. Não fazer alguém viver os impasses da vida em seu lugar pode ser a solução que impulsionará o progresso. Por isso, não pode ser entregue, faça você mesmo, use suas próprias mãos para destruir a bagagem inútil que carrega. Use sua própria boca para se livrar de falas que te engasgam. Use seus próprios pés para correr até seus sonhos, para correr até seus medos e enxotá-los aos gritos de sua própria voz.
Vejo pessoas que pedem que façam escolhas por elas. Será que é para poder culpar alguém se as coisas não derem certo ou é porque não confiam nas suas próprias decisões - ou talvez não tenham uma decisão a tomar? Qual das opções demonstra mais covardia?
Quem é que pode dar as respostas?
Não é uma questão de versos, estrofes, frases, parágrafos, linhas...
É menos pretencioso. É só um simples desejar ser. Mas ser o que?
Somente ser, ser qualquer coisa. Ser, como verbo intransitivo.
Não tem interesses que corrompam a plenitude do momento desejoso que, por enquanto, não é nada.
Jogar fora aquilo que não te faz bem. Lançar ao vento coisas que nem mesmo ele merecia carregar, e que vão ter de parar em algum lugar, em algum instante. Largar as malas pesadas que se carrega há tempos, pois já não se sabe mais para que serve tanto peso - além de atrasar a caminhada.
Ninguém tem culpa. Não fazer alguém viver os impasses da vida em seu lugar pode ser a solução que impulsionará o progresso. Por isso, não pode ser entregue, faça você mesmo, use suas próprias mãos para destruir a bagagem inútil que carrega. Use sua própria boca para se livrar de falas que te engasgam. Use seus próprios pés para correr até seus sonhos, para correr até seus medos e enxotá-los aos gritos de sua própria voz.
Vejo pessoas que pedem que façam escolhas por elas. Será que é para poder culpar alguém se as coisas não derem certo ou é porque não confiam nas suas próprias decisões - ou talvez não tenham uma decisão a tomar? Qual das opções demonstra mais covardia?
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