As coisas tem início, meio e fim.
Este é o fim do Barbaridades.
Obrigada pelos comentários que vieram com sinceridade ou não, obrigada aos que leram e e gostaram, aos que leram e não gostaram, aos que não leram e gostaram e aos que não leram e não gostaram.
Acabou a brincadeira, acabou a graça.
Bárbara.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O ovo ou a galinha?
Odeia algo porque não conhece ou
Não conhece algo porque odeia?
Causa e consequência se confundem e as duas situações são verdadeiras.
Isso é exato?
Não conhece algo porque odeia?
Causa e consequência se confundem e as duas situações são verdadeiras.
Isso é exato?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Antes que comece o dia
Ela não sabia se definir bem fisicamente, mas há quem acredite que seus cabelos sejam loiros, um tanto quanto avermelhados, mas loiros. Ela se preocupava mais com a cor das unhas... Vivia metida entre cartas e bilhetes antigos, fazia isso - a princípio - por pura nostalgia, mas como tudo que conforta, vicia. Um vício sim, pros amenizadores pode-se chamar de costume ou mania. Não sabia nem mais o que estava fazendo: lia as mensagens automaticamente sem ao menos recordar os rostos de quem as havia escrito. Tinha tudo organizado em uma caixa linda que ela mesma havia enfeitado com laços de fita colorida e muita purpurina prateada. Não que seja importante saber: tudo estava em ordem cronológica... Talvez tenha deixado assim com o intuito de marcar fatos passados como numa linha do tempo dos livros de História ou por pura e simples organização.
(Não a tornarei protagonista, por isso não descreverei seu parceiro sob o ponto de vista dela.)
Ele tinha um corpo comum, nada excepcional, mas também não era decepcionante. As moças que passavam por ele não o notavam muito, somente passavam - o que certamente o frustrava. Olhos fundos, lábios finos, pele branca e cabelos pretos um pouco lisos. Ah, ele usava óculos, mas era bem discreto. Tinha grande paixão por artes marciais, praticava karatê desde quando conseguiu livrar-se da Academia Oficial de Esportes Aquáticos, que sua mãe o obrigava a frequentar dizendo: "Você precisa nadar, meu filho... Seus pulmões precisam se desenvolver". Sentia-se pleno agora, e sem ter que usar aquela touca que julgava desconfortável e o encabulava na presença das garotas.
Ele tinha um corpo comum, nada excepcional, mas também não era decepcionante. As moças que passavam por ele não o notavam muito, somente passavam - o que certamente o frustrava. Olhos fundos, lábios finos, pele branca e cabelos pretos um pouco lisos. Ah, ele usava óculos, mas era bem discreto. Tinha grande paixão por artes marciais, praticava karatê desde quando conseguiu livrar-se da Academia Oficial de Esportes Aquáticos, que sua mãe o obrigava a frequentar dizendo: "Você precisa nadar, meu filho... Seus pulmões precisam se desenvolver". Sentia-se pleno agora, e sem ter que usar aquela touca que julgava desconfortável e o encabulava na presença das garotas.
Estes dois não tiveram um primeiro encontro emocionante ou nada que mereça ser descrito, eles simplesmente se conheceram há algum tempo e namoram há um tempo um pouco menor que este.
Viviam vidas rotineiras, cercados pelas obrigações de adolescentes empenhados em tudo que podiam, mantinham em suas mentes a ideia de que possuem "tooodo o tempo do muuundo", mas mesmo assim desejavam concluir suas tarefas em cinco minutos.
Frequentavam o mesmo colégio, o mesmo shopping e seus pais eram amigos, o que garatia alguns privilégios, como permissões para viagens e afins.
Suas afinidades não se estendiam muito, ela amava animais, plantas e fotografia; ele nem sabia diferenciar um ganso de um cisne. Eles se davam bem, eram um casal aparentemente feliz. Aparentemente? Talvez mais que isso, talvez forjadamente feliz, mas claro, nenhum dos dois sabia que o outro sabia disso, e era melhor assim.
Questionavam sozinhos se estavam certos em ficar juntos mesmo sem nunca terem sentido aquele amor avassalador que em algum momento de suas vidas destruiu seus corações, e um desejava agradar o outro, por afeto, carinho, até mesmo amor. Um amor frio, acomodado e silencioso. Ela não esperava dele mais nada e isso a machucava quando sua mente parava para refletir sobre essa situção "estável" de seu coração. Ele achava que a tinha em mãos para sempre e também se sentia covarde por imaginar que poderia a qualquer momento se apaixonar por alguém e não conseguir largá-la por pena ou algo assim.
Às vezes ela chorava sozinha, um choro silencioso e secreto, daqueles que apertam fortemente o coração e dá uma certa falta de ar.
Um dia (digo isso assim mesmo, sem montar cenário ou circunstâncias), ela deixou escapar uma ou duas palavras para as quais ele não possuía resposta. Ele tentou não encarar como algo sério ou o fim, só uma reação ao niilismo curriqueiro de seus dias ensolarados. Não a olhou nos olhos.
E então o rapaz, ainda cheio de vida e com o aspecto vibrante dos jovens, não hesita em deixá-la só - mesmo que por curtos minutos. A moça, razoavelmente cega dos feminismos e outras ondas modernas, não o compreende, mas o segue e o chama para que conversem mais... Ele só quer mesmo é dar um abraço nela numa tentativa de fazer com que ela ainda o sinta presente, e, mais tarde telefonar para uns amigos e marcar uma pizza, ou algo assim.
Frequentavam o mesmo colégio, o mesmo shopping e seus pais eram amigos, o que garatia alguns privilégios, como permissões para viagens e afins.
Suas afinidades não se estendiam muito, ela amava animais, plantas e fotografia; ele nem sabia diferenciar um ganso de um cisne. Eles se davam bem, eram um casal aparentemente feliz. Aparentemente? Talvez mais que isso, talvez forjadamente feliz, mas claro, nenhum dos dois sabia que o outro sabia disso, e era melhor assim.
Questionavam sozinhos se estavam certos em ficar juntos mesmo sem nunca terem sentido aquele amor avassalador que em algum momento de suas vidas destruiu seus corações, e um desejava agradar o outro, por afeto, carinho, até mesmo amor. Um amor frio, acomodado e silencioso. Ela não esperava dele mais nada e isso a machucava quando sua mente parava para refletir sobre essa situção "estável" de seu coração. Ele achava que a tinha em mãos para sempre e também se sentia covarde por imaginar que poderia a qualquer momento se apaixonar por alguém e não conseguir largá-la por pena ou algo assim.
Às vezes ela chorava sozinha, um choro silencioso e secreto, daqueles que apertam fortemente o coração e dá uma certa falta de ar.
Um dia (digo isso assim mesmo, sem montar cenário ou circunstâncias), ela deixou escapar uma ou duas palavras para as quais ele não possuía resposta. Ele tentou não encarar como algo sério ou o fim, só uma reação ao niilismo curriqueiro de seus dias ensolarados. Não a olhou nos olhos.
E então o rapaz, ainda cheio de vida e com o aspecto vibrante dos jovens, não hesita em deixá-la só - mesmo que por curtos minutos. A moça, razoavelmente cega dos feminismos e outras ondas modernas, não o compreende, mas o segue e o chama para que conversem mais... Ele só quer mesmo é dar um abraço nela numa tentativa de fazer com que ela ainda o sinta presente, e, mais tarde telefonar para uns amigos e marcar uma pizza, ou algo assim.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
É tanto amor que eu nem sei dizer...
E mais uma vez é o amor que se revela a chama da vida!
Sem ele julgamos a vida como algo sem razão de ser, como mais uma banalidade sem explicação.
Com ele tudo ganha cor, até os dias mais tediosos passam a fazer sentido, pois o aguardo é também um afazer dos apaixonados.
Garanto que existem mil e uma formas de amar. Não digo que um amor daqueles que esquenta o sangue e ferve o coração se compara a qualquer outro - pois este é o ápice do sentimento. Mas afirmo com veemência rara que é possível amar coisas sem vida, que é possível amar o que não se pode ver ou tocar, que tudo que cativa, comove ou distrai, também é um tipo de amor.
Quem é que nunca amou sem ser amado e por mais sofrido que fosse, havia uma certa satisfação, uma prova do viver?!
Antes de preocupar-se com a distância, o tempo ou qualquer obstáculo que, não se sabe como e porque, se instalou momentaneamente ou eternamente entre os amados; deve-se verificar a veracidade do amor, pois para amar alguém é recomendável que o amor próprio esteja em alta.
Seria tão fácil viver assim... Ouço risos, choros... Ouço tudo que manifesta dor, saudade, alegria, esperança... Ouço até o silêncio dos que somente pensam enquanto é isso que podem fazer.
Enquanto houver amor, há vida.
Sem ele julgamos a vida como algo sem razão de ser, como mais uma banalidade sem explicação.
Com ele tudo ganha cor, até os dias mais tediosos passam a fazer sentido, pois o aguardo é também um afazer dos apaixonados.
Garanto que existem mil e uma formas de amar. Não digo que um amor daqueles que esquenta o sangue e ferve o coração se compara a qualquer outro - pois este é o ápice do sentimento. Mas afirmo com veemência rara que é possível amar coisas sem vida, que é possível amar o que não se pode ver ou tocar, que tudo que cativa, comove ou distrai, também é um tipo de amor.
Quem é que nunca amou sem ser amado e por mais sofrido que fosse, havia uma certa satisfação, uma prova do viver?!
Antes de preocupar-se com a distância, o tempo ou qualquer obstáculo que, não se sabe como e porque, se instalou momentaneamente ou eternamente entre os amados; deve-se verificar a veracidade do amor, pois para amar alguém é recomendável que o amor próprio esteja em alta.
Seria tão fácil viver assim... Ouço risos, choros... Ouço tudo que manifesta dor, saudade, alegria, esperança... Ouço até o silêncio dos que somente pensam enquanto é isso que podem fazer.
Enquanto houver amor, há vida.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Oi, eu! Você ainda estou aqui?
Deveria eu criar alguma opinião e desenvolvê-la afim de converncer alguém ou de abrir os olhos dos poucos que me leêm?
Enquanto me pergunto sei que a resposta é bem óbvia, mas o questionamento ainda sim me tortura como uma ameaça de morte ou algo do tipo.
Pensei em algumas coisas que já foram ditas e não precisam, definitivamente não precisam de reforço. Estas coisas foram perdendo a forma e a qualquer hora não farão mais o mínimo sentido, terei que abandoná-las de uma vez.
Alguns diálogos, algumas imagens que precisam de descrição, alguns livros que me deram algumas ideias, uns filmes que esquentaram minha mente e meu coração... tudo que poderia incitar um bom texto está sendo trocado por sentimentos íntimos e absurdamente novos para mim. Não sei se vale a pena, mas tenho soltado algumas palavras por aqui sem prestar muita atenção no que pode causar.
Percebi com o pouco tempo nesta prática aliviante que é escrever: quanto mais a vontade se sentir para escrever, menos assunto terá a tratar. A solução para isso? Não encontrei ainda, talvez nesse instante esteja encontrando na metalinguística o que procurava nos pensamentos poéticos e filosóficos que me seduzem descaradamente.
Não vai adiantar eu continuar dizendo tudo isso a mim mesma, o objetivo de amenizar a pretenção literária já foi totalmente abandonado! Perdi de novo, que derrota gostosa... Vou continuar a disputa num caderno velho por aqui.
Não estou esperando nada de mim, nada mesmo.
Enquanto me pergunto sei que a resposta é bem óbvia, mas o questionamento ainda sim me tortura como uma ameaça de morte ou algo do tipo.
Pensei em algumas coisas que já foram ditas e não precisam, definitivamente não precisam de reforço. Estas coisas foram perdendo a forma e a qualquer hora não farão mais o mínimo sentido, terei que abandoná-las de uma vez.
Alguns diálogos, algumas imagens que precisam de descrição, alguns livros que me deram algumas ideias, uns filmes que esquentaram minha mente e meu coração... tudo que poderia incitar um bom texto está sendo trocado por sentimentos íntimos e absurdamente novos para mim. Não sei se vale a pena, mas tenho soltado algumas palavras por aqui sem prestar muita atenção no que pode causar.
Percebi com o pouco tempo nesta prática aliviante que é escrever: quanto mais a vontade se sentir para escrever, menos assunto terá a tratar. A solução para isso? Não encontrei ainda, talvez nesse instante esteja encontrando na metalinguística o que procurava nos pensamentos poéticos e filosóficos que me seduzem descaradamente.
Não vai adiantar eu continuar dizendo tudo isso a mim mesma, o objetivo de amenizar a pretenção literária já foi totalmente abandonado! Perdi de novo, que derrota gostosa... Vou continuar a disputa num caderno velho por aqui.
Não estou esperando nada de mim, nada mesmo.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Doze
Alguma mulher nua já deitou na tua cama?
Dizendo loucamente que te quer e que te ama?
Reflita sobre os beijos e o mais que ela deu,
Conforta o teu peito no abraço que a prendeu.
Reparta o amor e a aventura que se passou,
Num dia outro instante mais distante se acabou.
Passou alguma moça muito esperta por aí?
Causando arrepio forte e rápido aqui e ali?
Saiu com outro alguém aquela dama de outrora,
Dizendo "volto logo, fique aqui, não vá embora!".
Duvides da amada que te cerca ao entardecer,
Pode se fingir de mim e separar eu de você.
Dizendo loucamente que te quer e que te ama?
Reflita sobre os beijos e o mais que ela deu,
Conforta o teu peito no abraço que a prendeu.
Reparta o amor e a aventura que se passou,
Num dia outro instante mais distante se acabou.
Passou alguma moça muito esperta por aí?
Causando arrepio forte e rápido aqui e ali?
Saiu com outro alguém aquela dama de outrora,
Dizendo "volto logo, fique aqui, não vá embora!".
Duvides da amada que te cerca ao entardecer,
Pode se fingir de mim e separar eu de você.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Deuses gregos - A beleza e a sabedoria
A relação que há entre seguir ou não os padrões de beleza física aceitos hoje pela parte "relevante" da sociedade e a agilidade mental é uma questão de desenvolvimento cultural que, de fato, existe.
Não creio que pessoas dotadas de aparência "agradável" sejam naturalmente limitadas intelectualmente. Estas pessoas são simplesmente direcionadas indiretamente pelo mundo a sua volta a não se preocuparem com o enriquecimento das ideias, do conhecimento, pois, segundo alguns valores (não tão válidos assim), quando se tem um "rostinho" bonito (o que obviamente inclui outros atributos corporais) não é preciso ser uma pessoa intelectualizada, que desenvolva aptdões mentais.
O que é total absurdo, e se justifica pela praticidade que há no comodismo e aceitação da limitada beleza física, que em algum momento deixa de existir, retirando destas pobres figuras superficiais a única forma de destaque que havia (pois na verdade não havia nada).
Parace desculpa esfarrapada de gente feia que morre de inveja dos belos e desejados corpos que desfilam pela TV e figuram como padrão "inalcansável" (e ao mesmo tempo obrigatório) da beleza contemporânea. Essa discussão apenas se refere à ridícula e vigente ligação que se faz entre feiúra e inteligência, beleza e ignorância.
Mais uma vez é necessário pôr de lado os esteriótipos sociais (patologias gravíssimias). Os famosos rótulos estão cada vez mais em evidência e os que tentam (fazendo questão de ressaltá-los) destruir essa forma efêmera de observar o mundo são os que mais se encaixam em diversos "tipos", ou "tribos" da moda.
Bonitos ou feios? Burros ou espertos? Até quando isso será realmente importante?
Não há hipocrisia maior do que a famosa frase "beleza não põe mesa", aí eu pergunto... "você come no chão?". E isso não quer dizer que há aprovação para a loucura, para a neurose que é a vaidade excessiva, somente quer dizer que por mais que tentamos negar (mesmo sem parecer), todos olhamos primeiro para a capa e quase sempre esquecemos que existe (ou não) muito a se descobrir por dentro.
Não creio que pessoas dotadas de aparência "agradável" sejam naturalmente limitadas intelectualmente. Estas pessoas são simplesmente direcionadas indiretamente pelo mundo a sua volta a não se preocuparem com o enriquecimento das ideias, do conhecimento, pois, segundo alguns valores (não tão válidos assim), quando se tem um "rostinho" bonito (o que obviamente inclui outros atributos corporais) não é preciso ser uma pessoa intelectualizada, que desenvolva aptdões mentais.
O que é total absurdo, e se justifica pela praticidade que há no comodismo e aceitação da limitada beleza física, que em algum momento deixa de existir, retirando destas pobres figuras superficiais a única forma de destaque que havia (pois na verdade não havia nada).
Parace desculpa esfarrapada de gente feia que morre de inveja dos belos e desejados corpos que desfilam pela TV e figuram como padrão "inalcansável" (e ao mesmo tempo obrigatório) da beleza contemporânea. Essa discussão apenas se refere à ridícula e vigente ligação que se faz entre feiúra e inteligência, beleza e ignorância.
Mais uma vez é necessário pôr de lado os esteriótipos sociais (patologias gravíssimias). Os famosos rótulos estão cada vez mais em evidência e os que tentam (fazendo questão de ressaltá-los) destruir essa forma efêmera de observar o mundo são os que mais se encaixam em diversos "tipos", ou "tribos" da moda.
Bonitos ou feios? Burros ou espertos? Até quando isso será realmente importante?
Não há hipocrisia maior do que a famosa frase "beleza não põe mesa", aí eu pergunto... "você come no chão?". E isso não quer dizer que há aprovação para a loucura, para a neurose que é a vaidade excessiva, somente quer dizer que por mais que tentamos negar (mesmo sem parecer), todos olhamos primeiro para a capa e quase sempre esquecemos que existe (ou não) muito a se descobrir por dentro.
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