quinta-feira, 30 de julho de 2009

Superlativo andante

Como é que pode alguém provocar tanta ansiedade assim?
Tem certas coisas que eu não sei escrever, pelo menos não com a facilidade com que relato outros sentimentos em textos comuns e longos.
Talvez quanto mais intenso seja o que há dentro do coração, mais difícil seja colocar isso para fora.
Errei! Colocar para fora não... pois soa como "expelir", e eu definitivamente não pretendo arrancar isso de mim (e com toda certeza não conseguiria).
Hoje não estou preocupada em escrever coisas ditas inteligentes ou que provoquem reflexão trabalhosa no leitor. Hoje o que eu quero é saciar a minha vontade de ao menos tentar descrever-me nessas simples palavras que vão aparecendo lentamente na tela do meu computador.

Tuas palavras e teus sons ficam gravados na minha alma e esta faz questão de repeti-los o dia inteiro.
Assim, você ecoa dentro de mim, parecendo me chamar e eu sinto que sigo a melodia e vou ao seu encontro.
Acho que o que pretendia ser simples está ficando poético demais, não?! rs
Vou simplificar.
Isso só pode ser uma coisa: amor.
Encontrando-me em você e nas surpreensações tão frequentes que acontecem.

POR ACASO ?????

13 comentários:

Larissa Chagas disse...

Primeira a ler! *-* Adorei amiga :)

Leonardo Brito disse...

Até enamorada vc é filosófica! hauhauhauh muito bom. Como sempre.

EU vs EU MESMO disse...

Que lindo.
A parte que você diz não querer expelir do sentimento, me tocou muito.
Verdade mesmo, agente quando ama de verdade não sente dúvidas do que sente, a coisa é tão visceral que mesmo se tentarmos arranca-la,.,. não dá.

Adoro seus textos,

Bárbara Reis disse...

Eu queria conseguir confessar os meus sentimentos com essa facilidade.
Bom texto!

Bárbara disse...

É isso! Confessar... às vezes eu queria esconder meus sentimentos... mas já conclui que não é recomendável apagar a chama que ilumina e aquece a alma :)

Marcelo Lyra disse...

A metalinguagem, o tipo de escrita que reflete sobre a forma de linguagem ou a arte utilizada em dada atividade, é algo que existe comprometimento com a profundidade, que não pode se furtar em provocar uma "reflexão trabalhosa ao leitor" (a não ser que você queira um leitor desprovido de senso crítico).

Pensar no leitor é algo quase intrínseco à escrita, então não te diria pra deixar de pensar nisso.

Só te diria para deixar de rodeios obsequiosos sobre "escrever o que está com vontade" e escrever, simplesmente.

Enfim.

barbara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
barbara disse...

Na minha escrita não tem esse tipo de "lei"... mas refletirei sobre.

Larissa disse...

Cara, você escreve MUITO BEM! Parabéns! :) .. eu gostei muito mesmo!

.Mari. disse...

Nada, absolutamente nada é por mero acaso, assim como os blogs aos quais eu chego e pasmem! Quase sempre encontro neles a tradução dos meus pensamentos, sensações, sentimentos, idéias, etc. Este é o caso, lendo suas linhas objetivamente reflexivas. E tenho a acrescentar que esse sentimento não depende de tempo cronológico e nem de "testes" ou "definições exatas" para ser identificado. A gente descobre, se dá conta. E sabe exatamente que o está sentindo. Atualmente sinto-me da mesma forma que você descreveu em seu texto, em relação a alguém. Sublime isto...Adorei! ^^

Aninha disse...

Amei seu texto!

Viva o amor...

(Obrigada pelo comentário no meu blog!)

Marcelo Victorino disse...

Escrever o que nos parece tão simples às vezes é tão complexo... Mas inteiramente te entendo. Ah, as paixões...

Cadu disse...

eh taum genial q me inspira a compor mais musiks

tu eh demais Barbara!!!
xD