terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Doze

Alguma mulher nua já deitou na tua cama?
Dizendo loucamente que te quer e que te ama?

Reflita sobre os beijos e o mais que ela deu,
Conforta o teu peito no abraço que a prendeu.

Reparta o amor e a aventura que se passou,
Num dia outro instante mais distante se acabou.

Passou alguma moça muito esperta por aí?
Causando arrepio forte e rápido aqui e ali?

Saiu com outro alguém aquela dama de outrora,
Dizendo "volto logo, fique aqui, não vá embora!".

Duvides da amada que te cerca ao entardecer,
Pode se fingir de mim e separar eu de você.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Deuses gregos - A beleza e a sabedoria

A relação que há entre seguir ou não os padrões de beleza física aceitos hoje pela parte "relevante" da sociedade e a agilidade mental é uma questão de desenvolvimento cultura que, de fato, existe.
Não creio que pessoas dotadas de aparência "agradável" sejam naturalmente limitadas intelectualmente. Estas pessoas são simplesmente direcionadas indiretamente pelo mundo a sua volta a não se preocuparem com o enriquecimento das ideias, do conhecimento, pois, segundo alguns valores (não tão válidos assim), quando se tem um "rostinho" bonito (o que obviamente inclui outros atributos corporais) não é preciso ser uma pessoa intelectualizada, que desenvolva aptdões mentais.
O que é total absurdo, e se justifica pela praticidade que há no comodismo e aceitação da limitada beleza física, que em algum momento deixa de existir, retirando destas pobres figuras superficiais a única forma de destaque que havia (pois na verdade não havia nada).
Parace desculpa esfarrapada de gente feia que morre de inveja dos belos e desejados corpos que desfilam pela TV e figuram como padrão "inalcansável" (e ao mesmo tempo obrigatório) da beleza contemporânea. Essa discussão apenas se refere à ridícula e vigente ligação que se faz entre feiúra e inteligência, beleza e ignorância.
Mais uma vez é necessário pôr de lado os esteriótipos sociais (patologias gravíssimias). Os famosos rótulos estão cada vez mais em evidência e os que tentam (fazendo questão de ressaltá-los) destruir essa forma efêmera de observar o mundo são os que mais se encaixam em diversos "tipos", ou "tribos" da moda.
Bonitos ou feios? Burros ou espertos? Até quando isso será realmente importante?
Não há hipocrisia maior do que a famosa frase "beleza não põe mesa", aí eu pergunto... "você come no chão?". E isso não quer dizer que há aprovação para a loucura, para a neurose que é a vaidade excessiva, somente quer dizer que por mais que tentamos negar (mesmo sem parecer), todos olhamos primeiro para a capa e quase sempre esquecemos que existe (ou não) muito a se descobrir por dentro.

domingo, 31 de janeiro de 2010

...

O silêncio é o barulho da alma.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Lua cheia, um clichê que me agrada.


Eu saí da cadeira para olhar a lua lá fora. Porque nunca aprecio algo tão fantástico com maior frequência? A luz da lua pode não ser produzido por ela mesma, mas é tão perfeito ao contemplar nosso planeta que tem uma mente tão geocêntrica...
A lua é intermediária do brilho do sol. A lua é anjo, é guarda, é vigia.
Encontro-me num silêncio forjado pelo desejo de só utilizar um dos meus sentidos: a visão. Através do olhar constroem-se sensações incomparáveis dentro de mim.
Que bela lua! Que presente maravilhoso - e gratuito!
O amor que se tem pela vida é confirmado nesses momentos, nos quais tudo parece completo e nada pode superar a sublime emoção de simplesmente admirar o brilho da lua - que ela possui por doação.
Se não houver amor pela vida, com um luar magnífico como este, passa a haver.
Ame a si, ame a lua, ame a vida, ame o teu bem-querer.

Obrigada, céu! Obrigada, lua!

Mais uma visão inesquecível...
Desejo que mais pessoas sintam o poder de uma imagem como a lua cheia.
Estou fascinada.

As palavras se esgotam,
mas meu coração está inundado
na luz da lua.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

De A a Z

Amor, eu penso em você
Basta eu existir para lembrar que você está em
Cada pedaço
De mim.
Eu vou te esperar, com o coração apertado
Fora de controle a pulsação está.
Guardei cada palavra, a
Hora, o dia e o mês.
Inspirada sempre pela
Justa paixão que encontrei
Longe de casa.
Minha voz sufocada
Não teve forças para gritar, nem terá hoje,
Ontem ou amanhã.
Passatempo é esperar
Que você volte e me chame para
Rua, para
Saírmos de nós mesmos e matar essa saudade
Traumatizante, não aguento mais
Usufruir de tanta amargura.
Você me deixou e eu te aguardo retornar.
Xô, paixão mendiga!
Zombas de mim, do meu coração.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

De onde sai a ideia?


Uma a uma
Vez por vez, você me fez desconfiar
das questões menos óbvias da vida.
Se já não sinto os sintomas do tédio,
ponho culpa no comodismo.
O acaso não me surpreende mais,
cadê a previsão?
Aleatoriamente deixo que mil imagens
passem pela minha visão,
por baixo das minhas pálpebras.
Construo os mais diversos contos
sonolentos contos de verão.
Amanhã... cadê?

Suicídio

Ele é tão verdadeiro que até quando simula está a se acreditar.
Quando percebo que nego quase tudo que prego, nos meus atos insanos tento encontrar algum sinal do que acho coerente e tenho vontade de praticar.
Minha razão anda tão perdida de mim que quando a encontro, percebo que não deveria buscá-la.
Ele não precisava me dizer o que é o amor, pois para mim, já está quase explicado. E mesmo que ele pense que sabe e que pode controlar, engana-se, talvez nenhum de nós façamos ideia do que se trata.
Variações de clima, varia de acordo com o tempo que passa o seu humor.
Achamos geniais as coisas somente quando as entendemos. Antes eram apenas coisas soltas, sem sentido, ou - aparentemente - superficiais.
Não o questiono mais em nada. Não compartilharei mais com ele - nem com ninguém - minhas mais profundas súplicas ao ego inconsciente afundado em monotonia.
Desprezo meu auto-enchergar de perto. Não é possível se ver do jeito que se imagina, jamais. Imaginei tantas palavras para descrever minhas sensações, mas agora nenhum adjetivo me serve.
Pareço estar seca de vocábulos e não sei onde devo buscá-los, nem se devo mesmo buscá-los. Perdi meu tempo?
Mas, se não estivesse a gastar minhas pobres ideias, o que mais eu haveria de fazer?
Ah... ele me faz bem, pois me joga na cara algumas coisas que eu finjo esconder de todos e de mim mesma. Não sou esperta assim, talvez seja, mas não há como demonstrar.
O silêncio prova que a paciência é uma virtude. O que é o contrário do silêncio? Desvirtudes, talvez...
"Não me prove mais nada, sou eu que exijo demais." Gostaria de ser melhor para ele, mal sou boa para minha própria pessoa! Se é que algum dia fui posse de mim mesma.
Ninguém pode amar mais alguém do que a si mesmo, o inverso disso é suicídio.
E por você, vou me matando...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Lá vai mais um calendário

Não, eu não vou desejar feliz ano novo. Porque de novo, por enquanto, só vejo o calendário.
Continuo presenciando cenas imbecis de felicidades imbecis pelo que não aconteceu e talvez nem aconteça.
Não, eu não estou aqui para fazer previsões. Não vou deixar que a euforia alheia venha tomar conta de mim nessa simples mudança numeral sobre a qual o mundo se explode em festa uma hora antes do que "deveria". (Alguém lembrou do horário de verão?)
Parece pessimista e ranzinza... É que esta é a razão de ser assim, tão... real.
Posso estar "jovem demais" para não criar tanta expectativa assim, ou para não curtir, celebrar, comemorar...
Confesso que por instantes sinto-me mal por estar sendo tão fria comigo mesma, e chego a pensar que deveria estar com pensamentos e vibrações positivas - afinal, se deve pensar assim durante todos os dias do ano. E é exatamente isso que me intriga: as pessoas ao longo do tempo criaram uma mentalidade tão patética, e baseadas nela, tendem a agir guiados por um forjado espírito fraternal de fim de ano.
É incrível a facilidade de amar apresentada pelos mais variados tipos de gente.
Os meus desejos de ano novo são desejos que eu já tinha antes, e essa "data especial" me ajuda a reforçá-los. Também uso esse momento para direcionar algumas palavras sinceras às pessoas que verdadeiramente gosto, pois é agora que elas estão esperando mais uma forcinha para se sentirem fortes para "começar outra etapa". Fazem isso sem ao menos notar que as fases da nova vida não são direcionadas pelo tempo criado pelo homem. As mudanças que nós fazemos, necessárias ou não, são atemporais e independem de 2009 ou 2010.
Deve haver sim algo de especial na virada do ano: a confraternização, a partilha do tempo e do espaço com as pessoas queridas, até a própria graça que há na hipocrisia do "boas festas" e outros blá blá blás.
Enfim, esse foi mais um show do bizarro ser humano.

domingo, 27 de dezembro de 2009

E o que deixa? E o que leva?

Eu tentei encontrar alguma estória que camuflasse o motivo real desta prosa assim tão necessária. Fez-se distante de mim o que parecia ser tão fácil e palpável: a transperência de minahs palavras. Tentei disfarçar meus sentimentos, mas mesmo assim externá-los, não gostaria que parecessem tão óbvios, claros e escancarados.

Percebo agora que não há necessidade de encobrir alguma razão que me traga até aqui para escrever minhas lamúrias, satisfações, desejos e vazios. Meus pontos são mesmos vulgares como já vinha num título de texto antigo. Escrevo com cores mesmo que quase ninguém perceba, e nem faço questão de mostrá-las... Só os que prestam atenção merecem notá-las.

Rolou uma despedida, que como qualquer outra foi desagradável. Também foi inevitável, mas com certeza indispensável. Uma totalidade sem um membro não é mais totalidade, sempre estará incompleto de alguma forma. Criou-se um buraquinho no coração da galera agora...

Queria só usar esses meios tecnológicos (blogs e tal) para eternizar esse momento e um dia ler com nostalgia o que hoje escrevo com grande pesar.

Quer que esta postagem fique datada. E estagnada.

sábado, 26 de dezembro de 2009

11:11

Quando acordou obedeceu ao seu impulso diário, ainda com os olhos abrindo e o corpo lento, esticou o braço com preguiça, aproveitando para se esticar, e pegou o celular para olhar as horas. Pela terceira manhã seguida acordara exatamente às 11:11.

Riu de si mesma por ter deixado passar por sua cabeça algo tão absurdo como a ideia de haver algum mistério naquele "sinal". Pensou em misticismo, em avisos do além, e outras crendices pagãs que haviam se tornado moda nos últimos tempos.

Haveria algum recado a ser enviado a ela? Logo a ela! Não era possível, era jovem demais e não correspondia nem às suas expectativas e planos mais simples. Queria apenas estar tranquila consigo mesma, mas essa conscidência numerológica não permitia que a paz habitasse plena em seu ser.

Um pingo de desespero e medo a assombrava quando estava se aproximando o sono. Temia que alguma responsabilidade fosse dada a ela. Não se sentia confiável o suficiente para "salvar a humanidade", por menor que fosse o ato que pensou ter sido planejado para ela realizar.

Ao mesmo tempo uma espécie de anjinho a perseguia e trazia sensações boas, pois a convencia por instantes sublimes de que ser escolhida é sinônimo de ser capacitada. Nesses momentos de euforia interna contida pela razão e pela dúvida, uma luz brilhava nos seus olhos e seu coração ficava leve como algodão.

Com o tempo não quis mais olhar a hora quando acordava, não quis mais reparar nas datas e outros números com os quais esbarrava por aí. Teve vontade de fugir daquele mistério, ou seja lá o que fosse... Estava realmente incomodada. Queria se sentir livre de novo.

Livre e vazia. Vazia sim, sem desejos ou ambições - mesmo que desconhecidas.
Será que um dia descobrirá do que se tratavam tais números? Será que não se tratavam de nada? Será que o poder de sua mente - no qual depositava quase toda sua pouca fé - estava manipulando seu sono para que mantesse aquela interrogação em sua mente e a ocupasse de alguma forma? Estava querendo se sentir especial e desistiu porque é covarde? Será que é verdade mesmo? Será que existe resposta para alguma dessas perguntas? Será que há mesmo perguntas? Se não há perguntas, não há respostas. Será?