domingo, 27 de dezembro de 2009

E o que deixa? E o que leva?

Eu tentei encontrar alguma estória que camuflasse o motivo real desta prosa assim tão necessária. Fez-se distante de mim o que parecia ser tão fácil e palpável: a transperência de minahs palavras. Tentei disfarçar meus sentimentos, mas mesmo assim externá-los, não gostaria que parecessem tão óbvios, claros e escancarados.

Percebo agora que não há necessidade de encobrir alguma razão que me traga até aqui para escrever minhas lamúrias, satisfações, desejos e vazios. Meus pontos são mesmos vulgares como já vinha num título de texto antigo. Escrevo com cores mesmo que quase ninguém perceba, e nem faço questão de mostrá-las... Só os que prestam atenção merecem notá-las.

Rolou uma despedida, que como qualquer outra foi desagradável. Também foi inevitável, mas com certeza indispensável. Uma totalidade sem um membro não é mais totalidade, sempre estará incompleto de alguma forma. Criou-se um buraquinho no coração da galera agora...

Queria só usar esses meios tecnológicos (blogs e tal) para eternizar esse momento e um dia ler com nostalgia o que hoje escrevo com grande pesar.

Quer que esta postagem fique datada. E estagnada.

11 comentários:

Juliana Dias disse...

Use qualquer meio para se expressar. O que vale é não guardar nada pra si. O bom ou o ruim.

Adoro seu blog. Beijos!

Felipe Braga disse...

Hum, deixe-me adivinhar: Fim de ano letivo, não é?

Despedidas me assustam; ter a impressão de que nunca mais tornarei a ver certas pessoas me dói. Mas percebo que a verdadeira amizade rompe os portões escolares. E, assim, sinto-me melhor.

Beijos.

Thales da Silveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thales da Silveira disse...

Realmente foi desagradável, mas concordo que era indispensável. Eu nunca imaginei que ia agir daquela forma. Ele vem se despedir, eu digo que não vou dar tchau, dou três passos, viro pra trás e começo a chorar. Dou um abraço nele e ele como sempre atencioso me diz com suas palavras pra eu cuidar do meu futuro. Vai me fazer falta aquele menino meio bobo que quando me via mal tentava me consolar de qualquer forma, aquele menino praticamente puro que gostava de todos e era querido por todos...aquele Thiago, único. Mas a vida é assim né, nós ganhamos pessoas e do nada elas somem, deixam um vazio, um enorme vazio, e o espaço que adiquiriram não é ocupado, não pode e não deve ser ocupado. Elas só viraram em uma esquina diferente. Lá na frente todo mundo se reencontra, com suas vidas estruturadas, com saudade, com muita história pra contar e ainda com o seus espaços reservados no coração alheio. Isso é amizade, independe de contato, só depende de verdade.

FatoSempalavras. disse...

É, despedidas são sempre mt delicadas.

Não gosto destas, aliás, ninguém gosta, mas, em certas horas se faz necessário =(

Tente ficar bem, ok?

Adoro vc...

aah, pare de me imitar, heeeeeeein... rs ;)

Incontáveis abraços

Gu Paiva disse...

Entendo perfeitamente o que quis dizer com "Tentei disfarçar meus sentimentos, mas mesmo assim externá-los, não gostaria que parecessem tão óbvios, claros e escancarados."

Me sinto assim tbm, mas é inevitável. E na palavra, mais ainda. A palavra é traiçoeira e expõe tudo.

Adorei aqui.

''Tay' disse...

Acho que deve ser minha 2ª ou 3ª vez por aqui, e estou realmente impressionada com os seus textos, você escreve muito bem,
já pensou em escrever um livro?

bjus =*

Marcelo Victorino disse...

Uam vez um amigo meu escreveu um comentáro sobre depedidas... Era a nossa =X

Senti cada gosta do sentimento dele quando li. Mas afinal, a gente acabou nem se deixando desencontrar... Mas normalmente, essas despedidas que não dão certo são excessão.

Se a tua for de verdade, só relaxa e se deixa viver

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

Voce pontuou teu texto com algumas dúvidas.
Moça, quanto mais cedo nos acostumarmos com despedidas, melhor para nós. Estou mentindo. Isso é o que todos gostaríamos de ouvir.
Despedidas, Adeuses, são fortes que dóem a não mais poder.
Descarregar todas as suas emoções aonde quer que seja, é sempre melhor. Dá um certo alívio colocar em palavras o que aperta a alma.

Não acho que passe com o tempo. Pois as lembranças, essas são eternas: uma rua que passamos com a pessoa, o livro que ele sugeriu, a briga que foi apartada, o segredo que se partilhou.

Que bom que voce resolveu escrever num espaço onde possa daqui a algum tempo, ler sem pesar. Só com a lembrança.

E o que deixa? Saudade.
E o que leva? Também.

Fica na paz.

flooora b. disse...

mas prai, alguem se lembrou do fuso horario ? U_U

Lorena disse...

as vidas se separam, como se cada uma tomasse uma rua pararela, que às vezes estão perto mas nunca se cruzam, mas lembre-se que as paralelas se enconttram no infinito.