segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Deuses gregos - A beleza e a sabedoria

A relação que há entre seguir ou não os padrões de beleza física aceitos hoje pela parte "relevante" da sociedade e a agilidade mental é uma questão de desenvolvimento cultural que, de fato, existe.
Não creio que pessoas dotadas de aparência "agradável" sejam naturalmente limitadas intelectualmente. Estas pessoas são simplesmente direcionadas indiretamente pelo mundo a sua volta a não se preocuparem com o enriquecimento das ideias, do conhecimento, pois, segundo alguns valores (não tão válidos assim), quando se tem um "rostinho" bonito (o que obviamente inclui outros atributos corporais) não é preciso ser uma pessoa intelectualizada, que desenvolva aptdões mentais.
O que é total absurdo, e se justifica pela praticidade que há no comodismo e aceitação da limitada beleza física, que em algum momento deixa de existir, retirando destas pobres figuras superficiais a única forma de destaque que havia (pois na verdade não havia nada).
Parace desculpa esfarrapada de gente feia que morre de inveja dos belos e desejados corpos que desfilam pela TV e figuram como padrão "inalcansável" (e ao mesmo tempo obrigatório) da beleza contemporânea. Essa discussão apenas se refere à ridícula e vigente ligação que se faz entre feiúra e inteligência, beleza e ignorância.
Mais uma vez é necessário pôr de lado os esteriótipos sociais (patologias gravíssimias). Os famosos rótulos estão cada vez mais em evidência e os que tentam (fazendo questão de ressaltá-los) destruir essa forma efêmera de observar o mundo são os que mais se encaixam em diversos "tipos", ou "tribos" da moda.
Bonitos ou feios? Burros ou espertos? Até quando isso será realmente importante?
Não há hipocrisia maior do que a famosa frase "beleza não põe mesa", aí eu pergunto... "você come no chão?". E isso não quer dizer que há aprovação para a loucura, para a neurose que é a vaidade excessiva, somente quer dizer que por mais que tentamos negar (mesmo sem parecer), todos olhamos primeiro para a capa e quase sempre esquecemos que existe (ou não) muito a se descobrir por dentro.

11 comentários:

Gu Paiva disse...

Coisa a se pensar - e muito. é tudo muito relativo.
E os rótulos. Como estão presente na sociedade! Meu Deus! Não gosto, mesmo!
Enfim, texto muito bom, crítica, chega ao ponto.

KID PSICÓTICO disse...

Oi Bárbara... Obrigado pelas palavras em meu blog, é sempre bom saber qestamos agradando, espero que goste das proximas postagens.
Também estou seguindo o seu e, confesso, não esperava me deparar com texto tão rico e complexo como esse... Me fez lembrar um livro excelente: "A ditadura da Beleza", de "Augusto Cury", se vc ainda não o leu,eu recomendo.

Parabéns pelo blog.

(Carlos Rocha)

FatoSempalavras. disse...

Tomara que um dias pessoas possam realmente serem sinceras umas com as outras, assim como tenho certeza sou para ti, e vc para mim em nossa amizade.
Belíssimo texto, minha amiga que tem ligação mental cmg!


Adoro vc, te disse isso hj?

bjs...

Marcelo Victorino disse...

Fico sem saber se o pior é a rotulação ou a hipocrisisa

Felipe Braga disse...

Você abriu uma discussão muito interessante, Bárbara.

Não acho legal criar padrões, estereótipos. Cada pessoa é única.
É, justamente, a questão individual.

Sua reflexão ficou muito boa, Bárbara.
Você tem conteúdo e é bela. rs

Beijos.

Dessa disse...

Isso é realmente muito injusto. Por que a maioria das pessoas olha pra fora primeiro e se agradar, aí sim eles vão procurar saber o que tem por dentro.Mas com alguém aí em cima já disse. Cada um é único.

beijocas.

Caroline Rocha disse...

Oi ! Muito obrigada pelo o seu comentário em meu blog.
Adorei o que você escreveu,é realmente verdade .Um texto muito inteligente ,está de parabéns . Beijoos !

Kézia Lôbo disse...

Interessantissimo o que vc escreveu..
COncordo com tudo e nos faz pensar em certos valores...
Te achei atraves da comu do orkut e gostei tanto que vou seguir..XD

Bárbara Reis disse...

Essa questão do esteriótipo bonito-burro e feio-inteligente é medieval. Literalmente. Onde os guerreiros,providos de um físico desenvolvido pensavam nas guerras e os mais franzinos formavam a elite intelectualizada.

Caroline disse...

disse tudo o que eu penso a respeito do assunto! muito bom!

Lorena disse...

esse seu texto concorre com o do Haiti no meu ranking dos seus melhores! haha
adoooorei demais esse, principalmente essa parte: "Não há hipocrisia maior do que a famosa frase "beleza não põe mesa", aí eu pergunto... "você come no chão?". "