sábado, 29 de maio de 2010

Maria não sabe

Maria correu tanto que, quando chegou, achou que seu coração saltaria para fora de seu corpo.

(Não seria isso de todo mau, afinal, já faltava espaço para guardar outras coisas no seu corpo... Se o coração saísse talvez sobraria algum cantinho para armezenar algo mais útil.
Não, o corpo de Maria não precisava de um coração para permanecer vivo, o coração dela só era um adorno dispensável em momentos no quais era necessário usar o espaço ocupado por ele para outra coisa menos fútil.)

Mas com que intuito Maria corria tanto? Onde queria chegar?
Isso ela não sabia ao certo (talvez tenha esquecido desse "detalhe" ao terminar a maratona), mas descobriu quando chegou que não valera a pena tanto esforço.

2 comentários:

Felipe Braga disse...

Será que vale a pena voltar tudo? Ou seria melhor seguir esse caminho, imitando linhas retas em pensamentos sinuosos?
Teu texto me fez lembrar de um poema do Álvaro de Campos, com o qual me identifico bastante, chamado Tabacaria.
Lindo!
Ah! Há muitas Marias por aí. Mas elas também não sabem.

Beijos.

Bárbara Reis disse...

Às vezes,eu acordo meio Maria.