quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Bomba-Língua

        Não me lembro do que se passava na minha cabeça antes de eu começar aprender a falar (digo “começar” porque creio que esse não seja um processo finito) mas suponho que tenha sido parecido com a sensação que eu tive antes de começar a ler e a escrever. Era angustiante olhar o mundo ao meu redor e não compreender todos aqueles símbolos que pareciam tão óbvios aos mais velhos. Costumo dizer que, quando me iniciei no processo de emitir sons com significados, descobri a pólvora; e que quando me iniciei na “junção das letrinhas”, descobri a radioatividade. Quanto mais íntimos ficamos das palavras, mais poderosos podemos ser, e com isso, temos grandes responsabilidades. Percebi que o uso da língua é estratégico, especialmente na profissão que escolhi para minha vida. Pretendo sempre poder usar o potencial energético e explosivo das minhas descobertas para o bem.

3 comentários:

Luan disse...

hahhaha sempre pensei nisso, o que eu pensava antes de saber falar...
eu pensava "gugu dadá"? aiueiaeusieua.

Palavras têm poder.

S disse...

Descoberta é uma palavra curiosa e descobrir é algo que nós deixa feliz, é incrível como parece bobo depois que a gente aprende.
Saudades daqui, Beijos!

Cinthia Metz disse...

"...Quanto mais íntimos ficamos das palavras, mais poderosos podemos ser..." Muito bom!!! Concordo "Palavras têm poder" e é capaz de nos transformar, já percebeu? Alguns livros depois de lermos passamos a pensar diferente, agir diferente... E depois daquela leitura nunca mais seremos a mesma pessoa, levaremos com nós novos aprendizados. Parabéns, adorei e voltarei sempre... Beijos