sábado, 30 de maio de 2009

Do que você tem medo?

Sim, você tem medo.
A minha pergunta "do que você tem medo?" afirma que você tem medo.
Ter medo é se proteger.
Se não houvesse medo, temor, receio, ou algo do tipo, nos arriscaríamos a situações onde a chance de algo muito errado acontecer é enorme.
Ter medo é instintivo.
Ter medo é antes de tudo natural. Natural no sentido mais original da palavra.
Mas, do que é realmente necessário termos medo?
Quais são as reais ameaças que nos cercam?
Seria aconselhável se manter em perigo para encontrar essas respostas? Seria cauteloso agir contrariando os modos seguros de conhecer ou a necessidade de encontrar sentido nas razões indiscutíveis?
É bem mais fácil não se importar com tais questões, nem pensar da existência delas (talvez elas realmente não existam). O medo faz com que elas se apaguem completamente do leque de possibillidades de ser. Ser o que se é. Mas o que se é? O verdadeiro, onde está? Como trazer para fora algo que nem ao menos se confirma dentro de você? E o MEDO?
É preferível permanecer no mesmo lado, o de fora, pelo simples motivo de não fazer ideia do que pode acontecer no lado de dentro. Mas esse lado se manifesta claramente sem ao menos notá-lo que está lá. Manifesta-se em cada ação praticada pelo lado ciente, pelo lado das certezas, das razões inquestionáveis. Como autorizar a alma rival a se mostrar como é? Aí está o medo. Temos medo de nós mesmos... temos medo do que somos e não conhecemos. Não é palpável, nem é encaminhado por vontade própria.
Muitos conseguiram "vencer" - ou não - "superando" seus medos. Entre aspas, pois, muitas vezes, deixaram-se vencer por tais fantasmas, pois, quando não pode com seu inimigo, deve-se unir a ele (totalmente clichê... mas é o feito, pacientíssimo leitor). Encontrar no medo a solução, usar o problema como resposta, virar a mesa parece complicado... mas é a maneira mais clara de se livrar das queixas contra si mesmo e contra o resto do mundo.

3 comentários:

Fernando disse...

Eu tenho medo do meu próprio subconsciente, de perder as pessoas que eu amo e de fazer essas pessoas sofrerem.

Para mim, o medo é um indício(por vezes correto, por outras incorreto) do que não se deve fazer. Cabe a você decidir se esse indício é correto ou não. E, dependendo da situação, se manter em perigo para encontrar essas respostas é uma decisão plausível. Pode ser mais fácil não se importar com essas questões, mas cedo ou tarde elas irão aparecer na vida de todos.

Reforçando, isso é o que EU acho :)

Tá de parabéns de novo, ótimo texto e seu blog é maravilhoso, Barbie \o

Helder disse...

Gostei,mais um texto com selo Bárbara de qualidade! ;)

Lorena disse...

o medo, na verdade, é vontade que não foi concretizada. O medo só existe porque existe a vontade de realizar-se algo que não pode dar errado. Na verdade, aí está o maior medo: o de errar, o medo de ter medo. É o receio, como diz o nosso gênio: "não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas..."
Mais uma vez você conseguiu se expressar super bem, meus parabéééns!