sábado, 17 de abril de 2010

Corrida de obstáculos

Há certos costumes que de tão praticados tornam-se inexplicáveis e sem razão. Quando se repete por muitas vezes as mesmas práticas, sem pensar no motivo que o leva a fazê-las, perde-se o mais importante de todos os atos executados: o objetivo.

Uma mensagem é enderaçada a alguém com intuitos que justificam a sua realização. Uma carta por exemplo, deseja-se transmitir um parecer a alguém sobre alguma coisa. Mais do que o que é dito, o como é dito importa demais e influencia - quase determina - a interpretação de quem a recebe.
Existem ainda outros mil exemplos na ocorrência de formas de comunicação, verbais ou não, já que todas têm em comum o objetivo de manter relações de entendimento entre os indivíduos (as formas de realizar isso variam, o que certamente valoriza as aptidões informativas).

[Saindo da reflexão linguística...
Voltando ao foco da mensagem...]
É intrigante quando percebe-se algumas incoerências no comportamento das pessoas quando se trata de cumprir suas tarefas. Tarefas tais que constituem os caminhos para os objetivos. Muitas vezes as pessoas concentram-se no caminho a percorrer e acabam perdendo o foco.
Corre-se demais, apressa-se demais... tudo para no fim ter mais tempo para se cansar mais. Sair por aí agindo como se cada minuto fosse o último é uma tentativa de fazer sobrar mais tempo para fazer sobrar mais tempo... mas para quê? Ah, sim... para dormir, descansar, divertir-se, relaxar... Até aí é aceitável e louvável que se adiante as obrigações pouco prazerosas - usando um eufemismo para não parecer preguiçoso. Mas e quando todas as "tarefas do caminho" são realizadas e acumuladas aleatoriamente? Perde-se tempo ou ganha-se? Você se cansa para descansar e depois poder se cansar mais, e reclama.

Está exposto mais 'um costume que de tão praticados tornam-se inexplicáveis e sem razão'.
Se você não sabe onde quer chegar, o caminho a ser trilhado pouco importa. Então, se você ainda não escolheu o ponto final, não saia nem do lugar.

3 comentários:

Felipe Braga disse...

Concordo, Bárbara.
Traçar objetivos, inclusive, engrandece a vitória.

Tempo é permissão. Perdê-lo em coisas banais é uma grande ignorância, quando se deveria manuseá-lo de maneira hábil, para que esta vida ganhe algum sentido, que não surge sozinho. Por isso, concordo, deve-se imaginar o ponto final antes de se sair do lugar.

Você me faz pensar, adoro isso. Tuas reflexões são inteligentes, baseiam-se nessa tua mente privilegiada.
Adoro estar aqui, mulher! Te admiro muito.
Beijo grande.

Bárbara Reis disse...

Muito capricorniano.

Pessoalmente,acho que o caminho engradece o fim,e não saber onde ou qual é o ponto final é excepcionalmente estimulante.

kenco disse...

ok